Pandemia e Contracepção

47 milhões de mulheres podem não ter acesso aos contraceptivos.

Sou grande defensora dos métodos naturais, mas acima disso defendo os direitos das mulheres. Toda mulher deve ser livre para escolher seu método contraceptivo após ser informada dos riscos e benefícios. E no momento, as que dependem de métodos contraceptivos industrializados (DIU, camisinhas, pílulas, diafragma) podem estar em risco e precisamos lutar por elas.

E com a pandemia não só a contracepção pode ser prejudicada, mas a saúde feminina como um todo. Muitas mulheres não estão tendo atendimento pré-natal de qualidade. Muitas mulheres que estão na linha de frente no combate à pandemia não estão tendo acesso aos EPI’s!
Precisamos nos unir!

Para dar uma visão geral, segue a tradução de um trecho de artigo vinculado no Business Insider:
O acesso ao planejamento familiar é um direito humano, mas também salva vidas e promove populações mais saudáveis: em escala nacional, pode reforçar a eficiência dos sistemas de saúde e das economias.

Como parte das medidas de distanciamento social, muitos estabelecimentos de saúde fecharam. A equipe médica geralmente à disposição dos serviços de planejamento familiar teve que canalizar seus esforços para outras áreas do sistema de saúde para ajudar a combater a pandemia.

Além disso, existe uma hesitação compreensível entre as mulheres em visitar os estabelecimentos de saúde que permanecem abertos, devido a preocupações com a exposição ao COVID-19 e a falta de EPI. É evidente que a pandemia já prejudicou o acesso das mulheres aos contraceptivos.

Além do impacto direto das medidas de distanciamento social no acesso das mulheres aos contraceptivos, as interrupções globais da cadeia de suprimentos também podem levar a uma escassez significativa de contraceptivos.

Se o bloqueio continuar por seis meses, 47 milhões de mulheres em 114 países de baixa e média renda podem não ser capazes de ter acesso aos contraceptivos modernos – as projeções do UNFPA sugerem que isso resultaria em 7 milhões de gestações indesejadas.

Texto inicial e tradução: Patricia Guim para @fertilidadepositiva

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