O mito do cordão enrolado no pescoço

Se você já ouviu falar que o cordão enrolado no pescoço (ou em qualquer outro lugar – também chamada de circular de cordão) é um problema?

Agora eu vou te contar a verdade:

Os bebês se enrolam o tempo todo quando estão no útero. O cordão é grande e os bebês dão cambalhotas dentro da barriga o que faz com que o cordão fique enrolado no pé, no pescoço, no troco… E isso acontece durante tooooda a gestação.

A criança não respira pelo nariz ou pela boca, a oxigenação dela vem pelo cordão conectado ao umbigo! A criança só respira depois de sair do corpo materno, ou seja, ela não respira durante o parto ou quando está passando pelo canal v.a ginal, sendo assim, cordão não é capaz de sufocar a criança.

Para facilitar darei um exemplo prático:

Você sabia que países como a Dinamarca não fazem ultrasonografia perto da data do parto e muito menos procuram o cordão enrolado em qualquer lugar que seja? Se o cordão fosse tão perigoso e de fato colocasse a vida dos bebês em risco, por que um país tão desenvolvido e com mortalidade entre as menores do mundo deixaria de fazer um exame tão simples? Percebe como não faz sentido?

Estima-se que até 30% dos bebês nasçam com o cordão enrolado (o Victor nasceu!). Imagine se metade desses tivessem algum desfecho ruim? Isso representaria 15% dos bebês com alguma sequela, o que de forma alguma coincide com os números da Dinamarca.

Então se você está gestante, acalme o seu coração. Se o seu obstetra usa esse argumento para te colocar medo ou empurrar para uma cesariana… bom… você já sabe, né?

Texto: Patricia Broda Guim para @fertilidadepositiva

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